Login:    Senha:   
Home
História do SINTERO
Diretoria
Estatuto
Sede social
Notícias
Galeria de fotos
Boletim
Jornal do SINTERO
Artigos
Legislação
Fale conosco
Webmail
FILIE-SE AGORA
 
 
História


O SINTERO foi fundado nos dias 25 e 26 de fevereiro de 1989 em um congresso realizado na cidade de Ouro Preto D’Oeste.

Com o apoio da comunidade católica, se reuniram no salão paroquial, mais de trezentos professores. Eram delegações de vários municípios.
Todos com o mesmo objetivo: começar ali uma história de luta pela categoria.

Poucos se deslocaram de carro. A maioria foi de carona, viajando muitas horas em cima de caminhões pelas estradas precárias de Rondônia.
Não havia estrutura para receber e abrigar os participantes do evento.
O espaço da igreja matriz ficou insuficiente, e a alimentação teve que ser improvisada.

O nome do evento ainda não estava bem definido.
A princípio, se tratava de um Congresso Intermunicipal de Professores, pois reunia os líderes das associações de professores dos municípios.
Um pequeno grupo defendia a fundação de sindicatos municipais de professores, enquanto a maioria queria um único sindicato estadual, que representasse os trabalhadores em educação em todos os municípios.
Essa polêmica teve origem no ano anterior, 1988, em um congresso realizado em Guajará-Mirim.

No primeiro dia de trabalhos, um sábado, foi feito o credenciamento das delegações, e as primeiras reuniões.
Começava a tomar forma uma entidade que viria a unificar os professores no âmbito estadual.
Cansados de longas e desconfortáveis viagens e mal alimentados, os educadores ainda enfrentaram um dia inteiro de debates e discussões.

No domingo, 26 de fevereiro de 1989, os olhos e a atenção do Estado ainda estavam voltados para o salão paroquial de Ouro Preto D’Oeste.

As discussões já avançavam em alguns pontos.
O impasse, naquele momento, girava em torno da unificação dos trabalhadores em educação.
Praticamente não havia funcionários de escolas no Congresso, e os professores não podiam decidir por eles.
O problema foi resolvido, e os congressistas decidiram criar o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia.
Faltava dar uma forma final ao estatuto da entidade, e eleger a primeira diretoria.
Para isso, o Congresso foi transformado em assembléia.
Como havia consenso, surgiu uma única chapa, encabeçada pelo professor Roberto Sobrinho.
Estava criado o SINTERO, Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia.

A primeira tarefa era estruturar a entidade. O sindicato alugou uma pequena casa no bairro Pedrinhas, em Porto Velho, e passou a contar com doações de móveis e material de expediente. Quase tudo era improvisado.

Ainda com muita dificuldade, sem estrutura e sem receita, a diretoria recém empossada enfrentou o primeiro desafio:
lutar pela reintegração de 48 professores demitidos do Estado por terem participado de uma greve que durou quase 100 dias, no ano anterior.
A reintegração dos professores também foi considerada a primeira grande vitória do SINTERO, que a partir daquele momento começava a tomar forma física.

Para uma entidade que acabara de nascer com o propósito de defender a dignidade e melhores condições de trabalho e vida para os seus filiados, a luta estava apenas começando.
Logo no primeiro ano de existência, o SINTERO liderou uma greve por melhores salários e organizou o seu primeiro Congresso Estadual, na cidade de Ji-Paraná.

Em 1990, o país ainda amargava a ressaca do que se chamava “abertura democrática”, e tentava se ajustar à nova Constituição Federal.
Aquele ano foi bastante difícil para os trabalhadores em educação, principalmente os estaduais.
Em Rondônia o SINTERO lutava contra o atraso do pagamento.
O governo do Estado, em fim de mandato, era o alvo das manifestações que tomaram conta da Esplanada das Secretarias.

No mesmo ano o SINTERO realizou o segundo congresso estadual da categoria, na cidade de Cacoal, e adquiriu um imóvel em Porto Velho, onde passou a funcionar em sede própria.

Rondônia se preparava para eleger um novo governador.
Atenta à vida política do Estado, a diretoria do SINTERO tentava obter dos dois candidatos que disputavam o segundo turno, um compromisso de que a educação teria um tratamento melhor no próximo governo.
Ao tentar entregar a pauta de reivindicações ao então candidato Olavo Pires, alguns dirigentes do SINTERO se viram diante das metralhadoras que assassinaram o senador.


Em março do ano seguinte, 1991, o SINTERO faria a sua primeira eleição direta para a escolha da nova diretoria executiva.
Desta vez, duas chapas foram registradas. Venceu a chapa encabeçada pelo professor Roberto Sobrinho.
Porém, por falta de estrutura e de um método eficiente, a eleição não obteve o quorum estabelecido no Estatuto.
A solução foi fazer uma alteração estatutária para validar o pleito.
Usando esse ato da diretoria como pretexto, a chapa perdedora formalizou um pedido de intervenção no sindicato.
A intervenção se concretizou com o apoio do então governador Osvaldo Piana.
A partir daí, o SINTERO passaria pela pior fase de sua existência.
O sindicato dos trabalhadores em educação no Estado de Rondônia, praticamente deixou de existir.
O patrimônio foi dilapidado e muitos documentos foram extraviados.
Não havia mais luta por melhores salários, nem negociações com o governo.
Esta fase da história do SINTERO durou cerca de oito meses.

Em 12 de novembro de 1991, terminada a intervenção, assumiu a diretoria eleita. A mesma que foi substituída pelos interventores.

O sindicato estava mergulhado na pior de suas crises.
Só em dívidas contraídas durante o período interventivo, chegou-se ao valor equivalente a cinco meses de arrecadação do sindicato.
Mas o saldo negativo da intervenção não foi só econômico.
O sindicato sofreu um esvaziamento, provocado pela lotação de todos os dirigentes em escolas.
E o maior prejuízo: um grande número de desfiliações, principalmente entre os federais. Os interventores acabaram com a confiança conquistada junto aos trabalhadores.
A nova diretoria tinha pela frente grandes desafios:
Reconstruir o sindicato, reorganizar o funcionamento da entidade, e recuperar a confiança dos filiados.

Ainda em crise, e tentando se reerguer, o SINTERO deflagrou, em novembro de 1991, a primeira grande campanha salarial.
Os trabalhadores em educação estaduais iniciam as manifestações na Esplanada das Secretarias.
O governo recusava qualquer negociação com o sindicato, e ainda tratava os manifestantes com descaso.
Os trabalhadores, filiados ao SINTERO, iniciaram, então, uma espécie de “Operação Padrão por uma escola pública de qualidade”.
O propósito era denunciar à sociedade e ao país, o caos em que estava o ensino público em Rondônia.


No dia 06 de fevereiro de 1992 mais de três mil trabalhadores se reuniram em assembléia geral e decidiram entrar em greve por tempo indeterminado.
O motivo: mais de três meses de tentativas frustradas de qualquer negociação com o governo.
Essa mobilização culminou com manifestações na Esplanada das Secretarias, quando os trabalhadores em educação tiveram que enfrentar o batalhão de choque da Polícia Militar. Até bomba de efeito moral foi usada contra os trabalhadores. Alguns professores chegaram a ser atingidos pela ação da PM.

Esta greve terminou 24 dias após, sem o atendimento de todas as reivindicações.
Em setembro de 1992 o SINTERO realizou o terceiro congresso estadual, em Ji-Paraná, onde ficou convocado um congresso extraordinário para o ano seguinte, na cidade de Presidente Médici.

O ano de 1993 começou com mudanças na diretoria executiva do sindicato.
No remanejamento de diretores, o então presidente da entidade, Roberto Sobrinho, foi convidado a assumir a Secretaria Municipal de Educação, em Porto Velho, e o professor Nereu Klosinski foi conduzido à presidência do SINTERO.
Começava um período de lutas infindáveis.
Uma verdadeira queda de braços entre o SINTERO e o governo do Estado.

Em primeiro de março os trabalhadores em educação ocuparam a praça do Palácio, em protesto pela reabertura das negociações com o governo. Não houve nenhum tipo de resposta.
No dia 10 do mesmo mês o SINTERO realizou uma assembléia em frente ao Palácio, e conseguiu manter contato com o governo. Porém, a resposta às reivindicações foi negativa, e os trabalhadores decidiram paralisar as atividades por tempo indeterminado.
O sindicato reivindicava horário de planejamento para os professores, e melhores salários para toda a categoria.

Em Ariquemes, iniciava-se um movimento pedindo a substituição da secretária de Estado da Educação. E em Pimenta Bueno os trabalhadores em educação já estavam em greve há dez dias.

O movimento ganhou força, e no dia 5 de abril, uma assembléia reuniu em Porto Velho delegados de quase todos os municípios, para uma avaliação geral.
Resultado: a paralisação atingiu, em média, 95 por cento das escolas em todo o Estado.
Até os diretores de escolas participaram, e se negaram a apontar os grevistas.


O governo se armou com estratégias para esvaziar a greve, e ordenou a apreensão dos carros de som utilizados pelo sindicato.
Essa atitude revoltou ainda mais os trabalhadores.
O sindicato mudou a tática, saiu para o corpo a corpo, em busca do apoio da comunidade, e fez um ato em frente à Assembléia Legislativa.

No dia 7 de abril de 93 os trabalhadores da capital não suportaram a pressão e voltaram ao trabalho.
No interior a paralisação continuou por mais um mês.
Ainda na tentativa de esvaziar a greve, o governo iniciou uma ofensiva contra o sindicato, colocando na mídia uma campanha publicitária mostrando um quadro fictício da educação.
O objetivo era ter a opinião pública a seu favor.
Professores e funcionários de escolas voltaram ao trabalho conquistando a gratificação de hora atividade. Pela primeira vez o sindicato conquistou a gratificação de apoio à educação para os funcionários lotados nas escolas. A vitória representou um ganho de 20 por cento sobre o vencimento básico desses trabalhadores.

Logo em seguida o SINTERO encampava, em maio de 93, uma greve dos trabalhadores em educação municipais de Porto Velho.

Em outubro de 1993 o SINTERO realizou um Congresso na cidade de Presidente Médici. De caráter extraordinário, o evento teve como objetivo reformular o Estatuto do sindicato.
Em novembro, promoveu eleições para escolher a nova diretoria executiva.
O professor Nereu Klosinski foi eleito presidente para o triênio 94/96.

O ano de 1994 também seria difícil para o SINTERO.
No final de janeiro, o sindicato enviou ao governo uma pauta de reivindicações e solicitou uma audiência com o governador.
As tentativas de negociações duraram até março, quando, finalmente, o então governador Osvaldo Piana decidiu analisar a pauta, recusando quase todos os itens.
O SINTERO pedia o aumento da gratificação de apoio à educação, auxílio alimentação, ascensão funcional, horário de planejamento, eleição para diretor de escolas, e o fim do elemento moderador, pago ao Iperon.

Sem avanço nas negociações, o sindicato convocou uma assembléia geral, onde os trabalhadores em educação decidiram paralisar as atividades a partir de 5 de abril, uma terça-feira.
O governo tentou intimidar o movimento convocando a tropa de choque da Polícia Militar.

Revoltados, os trabalhadores iniciaram uma série de protestos.
Um deles foi a ocupação do prédio da Secretaria de Administração.
Como não foram atendidos, eles decidiram acampar na Praça do Palácio.
A situação chegava aos seus momentos mais críticos.
Sem salário, mas com determinação e coragem, os trabalhadores em educação passaram a viver em barracas, instaladas na Praça do Palácio, no centro de Porto Velho.
Trabalhadores com filhos pequenos e alimentação escassa, porém, dispostos a resistir ao sol, à chuva, e a intransigência do governo do Estado.
Naquele momento já não tinham mais atendimento médico pelo Iperon.

Novas tentativas frustradas de negociação, e nova ocupação da esplanada das secretarias.

Até que, em 29 de abril, por ordens do então governador Osvaldo Piana, a tropa de choque da Polícia Militar tentou desocupar a Esplanada usando a força.
Os trabalhadores em educação, mais indignados do que nunca, resistiram bravamente, e houve conflito entre educadores e Polícia.

Novos protestos. Desta vez, a ocupação da Assembléia Legislativa por uma semana. Os trabalhadores em educação cobravam dos parlamentares uma atitude diante do descaso do governo.

Depois de muita insistência, e a intervenção de um deputado federal, o governo recebeu a diretoria do SINTERO em audiência.
Não atendeu a nenhuma das reivindicações.
No entanto, ficou provado o poder de mobilização do SINTERO, uma entidade que renascia no cenário estadual.
Também ficou patente a coragem e a garra de uma categoria cansada de ser relegada ao descaso.

Ao todo foram 59 dias de luta que ficaram marcados na memória de cada dirigente do sindicato, e de cada trabalhador em educação do Estado.

Em 1995 o SINTERO contabilizou uma série de vitórias para os seus filiados.
Foi o ano em que os trabalhadores em educação estaduais passaram a ter reajuste salarial, horário de planejamento e aumento da gratificação de apoio à educação.
Resultado da atuação do SINTERO.
Faltava, ainda, um movimento junto aos trabalhadores municipais de Porto Velho.
Em janeiro o SINTERO começou a negociar com a prefeitura um reajuste salarial e horário de planejamento.
Após quatro meses de negociações sem nenhum resultado, no dia 25 de abril, os trabalhadores municipais decidiram entrar em greve.
O movimento completou um mês, período em que o prefeito se recusava a negociar com a direção do sindicato.
Os trabalhadores decidiram, então, ocupar o prédio da prefeitura da capital.
Foram várias as formas de manifestação: Passeatas, feira da miséria...
Valeu até a atitude do então secretário-geral do sindicato, de raspar a cabeça em sinal de protesto.

Dois meses de greve, e o prefeito ordenou a contratação de professores não concursados para substituir os grevistas.
Era mais um instrumento de pressão contra os trabalhadores em educação.
No dia 28 de junho a categoria voltava ao trabalho. No entanto, portavam uma tarja preta em sinal de protesto.

No segundo semestre de 95 o SINTERO já tinha uma participação ativa na vida política de Rondônia.
Em julho denunciou publicamente o descaso do governo com a educação,
e começou um movimento contra o atraso de salários.
Em 2 de setembro os trabalhadores novamente entraram em greve.
Desta vez o SINTERO cobrava do governo um calendário de pagamento, e o fim dos atrasos.
Em outubro o sindicato impetrou mandado de segurança contra o governo e pediu o bloqueio das contas.
Os trabalhadores, sem receber os salários, ocuparam a Secretaria da Fazenda.
O governo retaliou, e em novembro, reduziu a gratificação de produtividade dos trabalhadores em educação em 60 por cento, sob os protestos da categoria.
Mais uma vez os trabalhadores em educação foram chamados, e depois de muita luta o SINTERO conseguiu evitar a redução dos salários.

As novas decisões dos trabalhadores em educação saíram do sexto Congresso Estadual, realizado pelo SINTERO em Porto Velho, entre os dias 16 e 19 de novembro. Esse evento também serviu para comemorar a vitória dos trabalhadores com a manutenção dos salários através do complemento de piso.

A luta do SINTERO por melhores salários aos trabalhadores em educação recomeçaria em 1996, com a aprovação de nova pauta de reivindicações.
O documento foi entregue ao governo em março e passou um longo período em discussão.
No decorrer do ano o Estado o pagamento dos salários voltou a sofrer atrasos.
Após muitas tentativas de resolver o problema junto ao governo, o SINTERO promoveu manifestações contra o atraso do salário.

Em novembro de 1996 o SINTERO realizou novas eleições.
José Wildes de Brito foi eleito o novo presidente da entidade.
Sua missão: continuar a luta em defesa dos interesses dos trabalhadores em educação no Estado de Rondônia.
Agora tendo também que lutar contra as reformas neoliberais, impostas pelo governo federal aos estados e municípios.
José Wildes iniciou sua gestão em 1997 conquistando um novo calendário de pagamento para os servidores estaduais, após uma rápida mobilização da categoria.
Em setembro do mesmo ano, o sindicato realizou em Vilhena o sétimo congresso estadual. Foi um dos maiores eventos do SINTERO durante toda a sua existência, com a participação de cerca de mil trabalhadores em educação. Estava em discussão a construção de um projeto educacional democrático e emancipador.
Também ficou decidida a maior participação de Rondônia em um congresso nacional: o segundo CONED, realizado em novembro, na cidade de Belo Horizonte.

Em 1998, já consolidado como uma das maiores entidades sindicais de Rondônia, o SINTERO conseguiu grandes avanços em sua missão.
A campanha salarial, deflagrada pelo sindicato, resultou em um abono salarial para todos os trabalhadores em educação.
Foi um ano de muita luta pelo restabelecimento do atendimento médico do Iperon.
Foi também o ano em que o Estado perdeu o BERON.
Esse fato exigiu do SINTERO firmeza e determinação para evitar maiores prejuízos aos trabalhadores, na hora da transferência do pagamento para outro banco.
Ao mesmo tempo, o sindicato realizava outro grande evento: a segunda conferência estadual de educação, em Ji-Paraná, e ganhava mais uma ação: desta vez, garantindo um mínimo como salário base, o que representou um ganho muito importante, principalmente para os funcionários da educação.
Porém, o governo entrou com recurso na justiça.
E para completar, o SINTERO fez o governo reconhecer a necessidade da descentralização financeira dos recursos da educação, concedendo autonomia financeira ao setor.

Mas a atuação do SINTERO não ficou restrita ao campo político.
O sindicato teve uma participação importante no desenvolvimento sócio-cultural de Rondônia.
Destaque, nesse sentido, para a comemoração do dia do professor, dia do funcionário público, e a participação no carnaval de rua de Porto Velho.

Em 1999 o SINTERO travou uma intensa luta para garantir os direitos dos trabalhadores em educação na reforma administrativa colocada em prática pelo governo do Estado. Com isso conseguiu manter a licença prêmio, adicional por tempo de serviço e o repasse de 25% da arrecadação do Estado para a educação, conforme previa a Constituição. Ainda em 1999 o SINTERO realizou o oitavo Congresso dos Trabalhadores em Educação, reunindo em Ariquemes delegações de todo o Estado; conquistou, após uma greve, a garantia de pagamento de salários em dia, ganhou uma ação judicial que aumentou em 30% os salários dos funcionários da educação, realizou a Marcha Estadual da Educação e participou da Marcha Nacional da Educação.

No entanto, o ano de 1999 foi marcado pela construção da Sede Social, em Porto Velho, quando o sindicato passou a oferecer aos seus filiados uma ampla estrutura de lazer, além de espaço para reuniões, cursos, entre outros eventos, e também um amplo alojamento para atender aos filiados que se deslocam do interior do Estado.

No mesmo ano os trabalhadores em educação reelegeram o professor José Wildes para presidir o sindicato por mais um triênio.

O ano 2000 começou com a demissão de quase 10 mil servidores pelo governo Bianco. Desse total, mais da metade eram trabalhadores em educação.

Além da luta cotidiana, o SINTERO teria pela frente mais uma árdua batalha ao assumir a luta contra as demissões e pela garantia dos servidores demitidos.

Essa luta prosseguia paralelamente às demais atividades do SINTERO. Enquanto defendia horário corrido para os funcionários da educação, realizava a Semana Estadual em defesa e promoção da educação pública, lutava por auxílio transporte e realizava atividades de formação, os diretores do sindicato participavam das constantes manifestações e passeatas em defesa dos servidores demitidos. Muitas vezes tendo que enfrentar a tropa de choque da Polícia Militar.

Sem perder a linha de atuação, no final do ano 2000 o SINTERO já começava a discutir Plano de Carreira, Prohacap, auxílio faculdade, assistência médica e já colocava em discussão o modelo de municipalização do ensino adotado pelo Estado.

O ano 2000 foi marcado pelo maior movimento já realizado no centro de Porto Velho: o acampamento dos servidores demitidos em frente ao Palácio do Governo, onde servidores da educação e de várias outras categorias permaneceram por 51 dias, mobilizando sindicatos, clubes de serviço, organizações não governamentais, partidos políticos e até as igrejas católica e evangélica, com o objetivo de mostrar ao Estado de Rondônia e ao Brasil as injustiças praticadas pelo governo Bianco.

Em 2001 a luta não foi menos árdua. No dia 06 de abril o SINTERO conseguiu paralisar as atividades dos trabalhadores em educação em todo o Estado. Esta greve fazia parte do Dia Nacional de Paralisação, e serviu para o SINTERO mostrar a sua força e o seu poder de mobilização. Além dos itens comuns aos demais Estados, em Rondônia o protesto exigia o Plano de Carreira, auxílio saúde e transparência na aplicação das verbas da educação.

Ainda em 2001 o SINTERO realizou o 9º Congresso estadual dos trabalhadores em educação, repetindo em Porto Velho o sucesso dos congressos anteriores. Este congresso acabou sendo um reforço à reivindicação do Plano de Carreira e ao movimento dos servidores demitidos.

O ano de 2001 foi marcado, para os trabalhadores em educação, pela implantação do próprio sistema de assistência médica: o SINTERO SAÚDE, resultado de uma atitude ousada da diretoria do SINTERO.

Todas as lutas iniciadas no ano de 2001 foram resultar em conquistas no ano de 2002, como a implantação do Plano de Carreira dos professores e para os funcionários da educação.

A luta pelos direitos dos servidores federais da
Toda essa luta fez com que o SINTERO se mantivesse como uma das maiores e mais representativas entidades sindicais na Região Norte.

O sindicato conta com estrutura e melhores condições para defender os trabalhadores em educação.
Possui sede própria em Porto Velho e área com projeto de construção da sede social.

Também está estruturado com onze delegacias sindicais regionais e quatro subdelegacias.

A Regional Norte, com sede em Porto Velho; a Regional Mamoré, com sede em Guajará-Mirim; a Regional do Estanho, com sede em Ariquemes, a Regional Centro I, com sede em Jaru; a Regional Centro II, com sede em Ouro Preto D’Oeste, a Regional Rio Machado, com sede em Ji-Paraná, a Regional Guaporé, com sede em Presidente Médici; a Regional do Café, com sede em Cacoal; a Regional da Mata, com sede em Rolim de Moura e subsede em Alta Floresta D’Oeste; a Regional Apidiá, com sede em Pimenta Bueno e subsede em Espigão D’Oeste; e Regional Cone Sul, com sede em Vilhena e subsedes em Colorado D’Oeste e Cerejeiras.

Desta forma o SINTERO está presente em todo o Estado de Rondônia, o que lhe permite uma atuação firme, e a mobilização de toda a categoria.



SINTERO - Sindicato dos Trabalhadores em Educação
no Estado de Rondônia.
Todos os direitos reservados 2006.
Rua Rui Barbosa, nº 713 - Bairro Arigolândia
fone: 69 3217 3350 / 3217 3348 - fax 69 3224 7798
Desenvolvido e gerenciado por: Midtech.

Consulte aqui.
Municipal Estadual Federal
JORNAL DO SINTERO Nº 38 OUTUBRO DE 2007
Consulta a processos jurídicos.
  Filiada à
  Filiada à