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A nova Lei sancionada pelo Presidente Lula, que obriga a instalação de bibliotecas em todas as escolas, já é defendida pelo Sintero há quase duas décadas. De acordo com a Lei, que deve ser aplicada gradativamente em 10 anos, cada escola é obrigada a manter em sua biblioteca pelo menos um título por aluno. Segundo a presidente do Sintero, Claudir Mata, uma das lutas dos trabalhadores em educação é por ensino público de qualidade. “Uma boa biblioteca, com pelo menos um título por aluno, significa a universalização da leitura. Demoramos muitos anos para fazer o poder público entender isso. Esperamos que o governo do Estado, pouco preocupado com a educação, também entenda essa necessidade”, disse. A avaliação do Secretário-Geral do Sintero, Manoel Rodrigues da Silva, é de que a nova lei possibilite maior acesso de estudantes aos livros, o que fatalmente terá desfecho positivo. “Incentivar a leitura através da instalação de bibliotecas é despertar o interesse dos estudantes pela leitura”. Segundo a publicação no Diário Oficial, as bibliotecas escolares devem contar com coleção de livros, materiais videográficos e documentos registrados em qualquer suporte destinados à consulta, pesquisa, estudo ou leitura. A organização, a manutenção e o funcionamento desses novos espaços devem ser definidos pelas instituições. O secretário de assuntos educacionais do Sintero, João Ramão Zarate, aponta a nova lei como mecanismo que possa diminuir, ou até mesmo acabar com situações encontradas, especialmente em faculdades particulares, onde é comum encontrar acadêmicos com dificuldades para a leitura, o que inviabiliza o andamento de determinadas disciplinas e prejudica o andamento da aula, uma vez que o calouro precisa chegar à faculdade com o domínio da leitura. Isso só se consegue praticando, desde o ensino fundamental.
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