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Assessoria de Comunicação SINTERO Regional Estanho
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Desmonte da educação pública em debate na 7ª Conferência Estadual dos Trabalhadores

Desmonte da educação pública em debate na 7ª Conferência Estadual dos Trabalhadores

Desmonte da educação pública em debate na 7ª Conferência Estadual dos Trabalhadores

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O desmonte da educação pública, embora seja um dos principais problemas da educação no Brasíl, não é uma constatação nova. A situação foi tema de debate durante a 7ª Conferência Estadual de Educação, realizada peli Sintero nos dias 20 e 21/09, em Cacoal.

Para debater o tema o Sintero convidou o professor e historiador Vandeburgo Correia de Oliveira, Diretor da Regional Café; o professor Eder Sacconi, do IFRO de Colorado do Oeste; e a Secretária de Estado da Educação,  Maria Angélica Silva Ayres Henrique; em mesa coordenada pela professora Ana Iris Arraes Rolim (Diretora da Regional Apidiá) e pelo professor Carlos Afonso Martins (Diretor da Regional Centro I).

O professor Vandeburgo Correia de Oliveira iniciou o debate com uma explanação acerca do modelo eurocentrista copiado no Brasil, que reflete a adoção do colonialismo, um modelo de dominação. Discorreu sobre os erros cometidos pelos gestores ao implantarem projetos que só buscam resultados fictícios em detrimento da qualidade do ensino.

 

 

 

O professor Eder discorreu sobre a teoria do “(em)canto da sereia”, para dizer que o modelo oferecido busca encantar com uma boa “maquiagem”, mas que no fundo o condeúdo não é o que se espera. Ele destacou a necessidade da união dos trabalhadores em educação em torno da luta por salário e por qualidade do ensino.

O professor Eder Sacconi criticou a reforma do ensino médio, disse que o piso salarial nacional é tido como os governos como um teto salarial quando deveria ser apenas uma referência mínima, disse que a mediação tecnológica é uma aberração e criticou a militarização das escolas. “Os profissionais da educação precisa se unir e apoiar o Sintero na luta contra tudo o que é ruim para a educação”, disse.

 

Em sua explanação a Secretária de Estado da Educação,  Maria Angélica Silva Ayres Henrique, destacou os índices positivos alcançados pelo Estado de Rondônia no IDEB e reconheceu que a educação sofre um desmonte histórico. Ela disse que o principal problema é a falta de mais recursos para investir no setor, e que só os 25% não são suficientes. Defendeu o cumprimento da Meta 20, do Plano Estadual de Educação, que prevê o aumento gradual dos recursos da educação em 1% ao ano até chegar a 30%.

A secretária apresentou os dados do orçamento da Seduc para 2019, que será de R$ 1 bilhão e 200 milhões. Segundo ela, só a folha de pagamento consumirá R$ 957 milhões e 317 mil. O transporte escolar está orçado em R$ 77 milhões e 713 mil. Os contratos deverão consumir R$ 40 milhões e outros R$ 23 milhões são do Proafi.

Segundo Maria Angélica o desmonte da educação decorre, principalmente da falta de recursos, por isso, neste momento eleitoral, em que o país vai escolher seus representantes, é preciso lembrar que existe a lei do Plano Nacional de Educação e a Lei do Plano Estadual de Educação, que precisam ser consideradas.

Ela concluiu sua apresentação fazendo um relato da gestão e informando que a militarização de escolas é um modelo de gestão compartilhada com a Secretaria de Segurança Pública como mais uma opção para a comunidade.

 

Após as explanações a presidente do Sintero, Lionilda Simão, fez questionamentos à secretária sobre temas de interesse dos trabalhadores em educação, como aposentadorias, demora na tramitação de processos, problemas com a implantação de projetos copiados de outros estados sem consultar os trabalhadores em educação e demora no reconhecimento de direitos dos trabalhadores em educação.

Em seguida foram abertas inscrições para intervenções pelos delegados das Regionais.

No final, os palestrantes responderam aos questionamentos e ainda tiveram um tempo para as considerações finais.