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Assessoria de Comunicação SINTERO Regional Estanho
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Rondônia tem representantes no 1º Encontro Nacional de Educadores Indígenas da CNTE

Rondônia tem representantes no 1º Encontro Nacional de Educadores Indígenas da CNTE

Rondônia tem representantes no 1º Encontro Nacional de Educadores Indígenas da CNTE

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As diretoras do Sintero Rosenilda Ferreira de Souza Silva  (Secretária de Gênero e Etnia) e Claudir Mata (Secretária de Assuntos Educacionais e Diretora Executiva da CNTE) ea professora Indigena Aline Rodrigues da escola Escola indigena de ensino fundamental e médio KYOWA do municipio de Porto Velho, representaram os trabalhadores em educação de Rondônia no 1º Encontro Nacional de Educadores Indígenas da CNTE, que aconteceu nos dias 09 e 10 deste mês, em São Paulo.
O evento recebeu 35 representantes de 14 estados e 9 etnias. O objetivo, segundo a CNTE, é organizar a luta dos trabalhadores indígenas em todo o país. “Afinal, a luta é unificada, de condições de trabalho, de valorização, de estrutura para oferecer uma escola de qualidade", explica Claudir da Mata, secretaria executiva.
A primeira mesa abordou a organização e a gestão da educação escolar indígena. O professor Terena de MS, Wanderley Dias analisou o histórico da luta indígena e os reflexos na educação: "Não há politicas públicas efetivas. Quando a política indígena vai pros municípios e estados, as forcas políticas locais fazem a interferência direta nas escolas. Quanto mais fica na mão do governo federal mais temos chance de dar visibilidade à questão e fugir do poder regional". Ele reforça que a escola serve para fortalecer a luta do cidadão indígena: "é com educação que podemos atender povos e sociedades que também querem acessar as tecnologias não indígenas e ter acesso aos mesmos direitos".

O antropólogo e professor da Universidade Federal de Roraima (UFRR), Marcos Braga, falou sobre os desafios dos educadores indígenas e sobre a necessidade de fortalecer o processo de formação dos trabalhadores com o apoio da CNTE: "o currículo diferenciado ainda esta em construção, como o saberes indígenas fazem parte desse processo na escola? Tem que se pensar na questão do currículo, mas as secretarias estaduais impõem a prática disciplinar e isso dificulta o respeito ao direito à diferença. Para que isso aconteça, a CNTE é uma articuladora, que pode fomentar esse debate para que a discussão se materialize em políticas públicas, mobilizando o Brasil para essa implementação".
Para a secretaria geral da CNTE, Marta Vanelli, a meta agora é um sistema nacional que atenda também a educação indígena: "acredito que o é preciso pensar é num recorte da educação indígena dentro do sistema nacional, pois a educação indígena é também educação nacional. E ainda: é preciso levar a questão da educação escolar indígena como um dos eixos de debate na próxima Conae".
O evento terminou ontem, dia 10, com a troca de experiências entre os participantes e a construção de estratégias para um coletivo de educadores indígenas da CNTE. Nos dias 11 a 13 a IEAL realiza um encontro com representantes da América Latina, Canadá e Noruega, também em São Paulo.

Fonte: Assessoria